A
Revolta da Chibata
A
Revolta
dos Marinheiros,
ainda conhecida como "Revolta
da Chibata",
foi um movimento de marinheiros da Marinha do Brasil, planejado por
cerca de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22
até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro,
à época a capital
do país,
sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.
O
estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues
foi castigado com 250 chibatadas, por ter ferido um colega da
Marinha, dentro do encouraçado Minas Gerais. O navio de guerra
estava indo para o Rio de Janeiro e a punição, que ocorreu na
presença dos outros marinheiros, desencadeou a revolta.
O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
O motim se agravou e os revoltosos chegaram a matar o comandante do navio e mais três oficiais. Já na Baia da Guanabara, os revoltosos conseguiram o apoio dos marinheiros do encouraçado São Paulo. O clima ficou tenso e perigoso.
O
líder da revolta, João Cândido (conhecido como o Almirante Negro),
redigiu a carta reivindicando o fim dos castigos físicos, melhorias
na alimentação e anistia para todos que participaram da revolta.
Caso não fossem cumpridas as reivindicações, os revoltosos
ameaçavam bombardear a cidade do Rio de Janeiro (então capital do
Brasil).Diante da grave situação, o presidente Hermes da Fonseca
resolveu aceitar o ultimato dos revoltosos. Porém, após os
marinheiros terem entregues as armas e embarcações, o presidente
solicitou a expulsão de alguns revoltosos. A insatisfação retornou
e, no começo de dezembro, os marinheiros fizeram outra revolta na
Ilha das Cobras. Esta segunda revolta foi fortemente reprimida pelo
governo, sendo que vários marinheiros foram presos em celas
subterrâneas da Fortaleza da Ilha das Cobras. Neste local, onde as
condições de vida eram desumanas, alguns prisioneiros faleceram.
Outros revoltosos presos foram enviados para a Amazônia, onde
deveriam prestar trabalhos forçados na produção de borracha.
O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.Em 1969, ele acabou morrendo pobre, esquecido e acometido por um câncer.
O líder da revolta João Cândido foi expulso da Marinha e internado como louco no Hospital de Alienados. No ano de 1912, foi absolvido das acusações junto com outros marinheiros que participaram da revolta.Em 1969, ele acabou morrendo pobre, esquecido e acometido por um câncer.
Nenhum comentário:
Postar um comentário